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Comitê Gestor do IBS: o que é e por que ele importa para a sua empresa

O Comitê Gestor do IBS administra o novo imposto de estados e municípios. Entenda o que faz, por que foi criado e como afeta a sua empresa.

Equipe técnica RRT Contabilidade · · 6 min de leitura

Você vai ouvir muito falar do "Comitê Gestor do IBS" nos próximos anos. Ele é uma peça central da Reforma, o órgão que vai administrar o novo imposto de estados e municípios. Entender o que ele faz ajuda a saber de onde virão as regras (e as alíquotas) que afetam a sua empresa.

Conteúdo informativo, baseado na EC 132/2023, na LC 214/2025 e no PLP 108/2024 (em tramitação/regulamentação em jun/2026). Pontos em definição estão marcados com. Não substitui orientação individualizada.

Por que ele existe

O IBS substitui o ICMS (estadual) e o ISS (municipal), dois impostos hoje administrados separadamente por 26 estados, o Distrito Federal e mais de 5.500 municípios. Para um imposto único e nacional funcionar, alguém precisa coordenar arrecadação, distribuição e regras de forma conjunta. Esse é o papel do Comitê Gestor.

O que é o Comitê Gestor do IBS

É um órgão interfederativo, reúne estados, Distrito Federal e municípios, responsável por administrar o IBS. Entre suas atribuições estão: coordenar a arrecadação, distribuir o produto do imposto aos entes (pela regra de destino), uniformizar a interpretação das normas e operar o ambiente nacional de apuração e crédito.

O que ele NÃO é

O Comitê não é um "novo governo" nem cria imposto sozinho. As alíquotas de referência são definidas no processo legislativo; o Comitê opera dentro do que a lei estabelece. A CBS, por ser federal, continua com a Receita Federal, o Comitê cuida do IBS.

Como ele afeta a sua empresa

  • Regras e interpretação: muito do "como fazer" do IBS (obrigações, sistema de crédito) virá de atos do Comitê.
  • Ambiente nacional de crédito: o controle dos créditos de IBS será centralizado nacionalmente, o que padroniza, mas exige dados consistentes.
  • Alíquota do seu município/estado: a parcela de IBS que cabe ao destino passa por essa coordenação.

Onde está a regulamentação

O funcionamento do Comitê Gestor está sendo detalhado pelo PLP 108/2024, que organiza a governança e o processo administrativo do IBS. É uma norma a acompanhar de perto, porque define procedimentos práticos.

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Como ele é formado

O Comitê Gestor do IBS é um órgão interfederativo: reúne, em conjunto, os 26 estados, o Distrito Federal e os mais de 5.500 municípios. A ideia é simples, se o IBS é um imposto único que pertence a estados e municípios, alguém precisa administrá-lo de forma unificada, no lugar das 27 administrações estaduais e milhares de municipais que existem hoje para ICMS e ISS.

De onde virá a alíquota

É o Comitê Gestor que fixará a alíquota de referência do IBS (a estimativa de ~17,7% é só uma referência de trabalho até a definição oficial). Ele também cuidará da arrecadação, da distribuição entre os entes e da uniformização das regras, papel que, hoje, está pulverizado e gera boa parte da complexidade e da guerra fiscal.

O que ele NÃO é

O Comitê Gestor não é um novo "super-fisco" que vai fiscalizar a sua empresa de forma independente: a fiscalização e a cobrança seguem com as administrações tributárias. Ele também não cuida da CBS, essa é federal e fica com a Receita Federal. O Comitê é o administrador do IBS, não de toda a Reforma.

Onde acompanhar: a regulamentação do Comitê está no PLP 108/2024 (em tramitação/regulamentação em jun/2026). É de lá que sairão as regras operacionais que a sua empresa vai seguir.

Como isso afeta a sua empresa

Na prática, as decisões do Comitê Gestor definirão a alíquota do IBS, os prazos e o sistema de apuração que a sua empresa usará. Por isso vale acompanhar: as regras do dia a dia do novo imposto estadual/municipal nascerão ali, e não em 27 legislações separadas. Para a maioria das PMEs, isso é uma boa notícia de médio prazo, menos regras conflitantes para administrar.

Por que um órgão novo, e não a Receita

A Receita Federal já administra os tributos federais, e cuidará da CBS. Mas o IBS pertence a estados e municípios, que têm autonomia constitucional. Entregá-lo a um órgão federal feriria o pacto federativo; deixá-lo com cada ente recriaria a confusão atual. O Comitê Gestor é o meio-termo: um órgão dos próprios estados e municípios, agindo em conjunto, para administrar um imposto que é de todos eles.

O que ele decide no dia a dia

Entre as atribuições previstas estão editar o regulamento único do IBS, uniformizar a interpretação das regras, operar o sistema de arrecadação e distribuir o produto da arrecadação para cada estado e município conforme o destino das operações. É trabalho de bastidor, mas que define exatamente quanto e como a sua empresa recolherá o IBS. Para o empresário, a leitura é simples: as dúvidas de IBS, daqui para frente, terão um endereço nacional, não 27 respostas diferentes.

Perguntas frequentes

O que é o Comitê Gestor do IBS?
É o órgão interfederativo (estados, DF e municípios) que vai administrar o IBS, arrecadação, distribuição pelo destino, interpretação das normas e o ambiente nacional de crédito.
Ele cria impostos?
Não. As alíquotas de referência vêm do processo legislativo; o Comitê opera dentro do que a lei define.
Ele cuida da CBS também?
Não. A CBS é federal e fica com a Receita Federal. O Comitê administra o IBS.
Por que ele foi criado?
Porque o IBS é nacional e substitui impostos hoje administrados por estados e milhares de municípios, é preciso coordenar tudo de forma conjunta.
Onde está a regulamentação?
No PLP 108/2024, que organiza a governança e o processo administrativo do IBS.

Leia em seguida

Fontes oficiais

Material informativo da equipe técnica da RRT Contabilidade, revisado em 23/06/2026. Alíquotas são estimativas (marcadas com *); valores e dispositivos definitivos dependem de regulamentação.

Conteúdo informativo produzido pela equipe da RRT Contabilidade, não substitui orientação individualizada. ← Voltar aos Insights